Roda de conversa destaca a Economia Solidária na SBPC

Gilberto Carvalho na SBPC, em Curitiba. Foto: Lucas Paulatti Kassar

Entre os dias 23 a 29 de julho, aconteceu a Feira de Economia Popular Solidária durante a 75ª Reunião Anual da SBPC, na Universidade Federal do Paraná, em Curitiba. A Rede Mandala esteve presente com as teias Associação Utopia, Copasol e Feira Permanente.

No dia 29, o Secretário Especial de Economia Solidária, Gilberto de Carvalho, ministrou uma palestra nas dependências da UFPR, onde apresentou um contexto histórico destacando a importância da economia solidária, a relação com as incubadoras, questões políticas, necessidades de infraestrutura e investimentos, bem como as mudanças necessárias em um processo de luta, resistência e políticas públicas contra o fascismo, por exemplo.

Ele ressaltou que a sociedade é fundamental e deve ser incluída nesse processo. É necessário mais participação social, com políticas de Estado relacionadas à sustentabilidade. A agricultura familiar, por exemplo, é um movimento social que precisa ser reconstruído após a desvalorização sofrida nos últimos anos. Trata-se de geração de renda, que deve receber fomento, incentivos e todo o apoio necessário para seu desenvolvimento. “Na agricultura familiar nós temos exemplos e referências bem sucedidas de cooperativas que permitem uma vida digna e ajudam na formação das pessoas”, afirma Gilberto.

Carvalho ainda explanou sobre exemplos da Economia Solidária que modificam a realidade social onde estão inseridos, com foco na qualidade de vida, na equidade e contra o sistema capitalista de produção, que, segundo ele, inclui um enraizamento nas práticas colonialistas de exploração.

O Secretário também enfatizou a essencial parceria com as pesquisas e incubadoras das universidades públicas e dos institutos federais de educação em todo o país. Ele refletiu sobre a importância de inverter a lógica da relação com o Estado. Segundo ele, é fundamental compreender a Economia Solidária como uma ferramenta política, cultural, sustentável e de comunicação para a redistribuição de renda. Desta forma, a tecnologia pode ser utilizada a favor do desenvolvimento e do protagonismo dos atores sociais.

Com informações do portal da UFPR.

* Notícia publicada originalmente no blog da Rede Mandala

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