Economia solidária é vivenciada na 17ª Jornada de Agroecologia


Quem passa pela Feira da Reforma Agrária, da Agricultura Familiar e da Economia Solidária e pela Culinária da Terra, que acontece na Praça Santos Andrade, dentro da 17ª Jornada de Agroecologia, encontra mais do que alimentos agroecológicos, artesanatos, pães, bolachas, cerveja artesanal, sementes crioulas, lanches e sucos, livros e diversos outros produtos.

A visitante e o visitante encontram na Feira um lugar de (re)encontros, diálogo, sorrisos, trocas de experiências e solidariedade. Esta é uma das diferenças da economia solidária para o comércio voltado exclusivamente ao lucro: a valorização do ser humano, das experiências, dos saberes e dos conhecimentos trazidos por trabalhadoras e trabalhadores do campo e da cidade.

“A Feira vai muito além da dimensão de comercialização, é um processo de troca e aprendizagem”, destacou Luis Pequeno, que integra o coletivo Sinergia Alimentos Saudáveis e é um dos expositores. Para ele, esta primeira experiência da Jornada sendo realizada em Curitiba irá fortalecer a agricultura familiar e os empreendimentos solidários da cidade a partir da troca de experiências entre ambos.

Ademir Fernandes faz parte da Rede Terra Livre e promove o intercâmbio de produtores do campo e consumidores da cidade a partir da comercialização de cestas de produtos agroecológicos em Curitiba. A própria agroecologia, diz ele, é uma forma de economia solidária, e para que ela se fortaleça a relação entre o campo e a cidade é fundamental. “Tanto o artesão precisa do agricultor como o agricultor precisa do artesão. É um processo de ligação, e não de dependência. E este processo todo faz parte da economia solidária”, ressalta.

A Associação das Padarias e Cozinhas Comunitárias Fermento na Massa também tem um espaço na feira, onde são comercializados pães, bolos, doces e salgados. Nair de Queiroz Cunha, da Padaria Comunitária Vitória, avalia que a feira é um lugar de formação para que as integrantes da rede compreendam que não só as padarias fazem parte da economia solidária. “As pessoas da roça, os pequenos produtores, os produtores de artesanatos, todos fazem parte dessa rede”, afirma. Odete Correia Schran, presidente da Associação, reconhece a importância da feira para o coletivo: “É bom porque a rede de padarias está sendo conhecida”.

Feira da diversidade

Esta é uma das feiras com maior diversidade em todas as edições da Jornada. É o que afirma Andrea Barros, que faz parte da coordenação da feira. Segundo ela, estão presentes nos 117 espaços de comercialização e exposição quilombolas, pescadoras/es, grupos LGBT, juventude, agricultura familiar, dentre outros. “Esta feira é fruto da organização popular, envolve tanto os movimentos do campo quanto os da cidade. Para mim, tudo isso é economia solidária”, enfatizou Andrea, que também comercializa seus produtos pela Ervateira Cosméticos Naturais, no espaço destinado ao empreendimento solidário Coletiva Arte.

Há diversidade, ainda, nas representações por Estado: estão presentes produtores do Paraná, do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e de São Paulo, que integram cooperativas agroecológicas e de acampamentos e assentamentos da reforma agrária.

Economia solidária em rede

A economia solidária também será tema do “Seminário de Articulação de Redes de Economia Solidária Campo-Cidade”, que acontecerá nesta sexta, às 8 horas, no auditório da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), que fica na Av. Sete de Setembro, 3165. O evento faz parte da programação da 17ª Jornada de Agroecologia.

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Serviço

Feira da Reforma Agrária, da Agricultura Familiar e da Economia Solidária e Culinária da Terra
Dias: 6 a 9 de junho
Horário: 8h às 20h
Local: Praça Santos Andrade – Centro – Curitiba/PR

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