Cefuria http://www.cefuria.org.br Tue, 07 Jul 2020 12:56:24 +0000 pt-BR hourly 1 Cefuria divulga Cotação de Preços para Aquisição de Veículo Urbano de Carga http://www.cefuria.org.br/2020/07/06/cefuria-divulga-termo-de-referencia-para-aquisicao-de-veiculo-urbano-de-carga/ http://www.cefuria.org.br/2020/07/06/cefuria-divulga-termo-de-referencia-para-aquisicao-de-veiculo-urbano-de-carga/#respond Mon, 06 Jul 2020 18:29:22 +0000 http://www.cefuria.org.br/?p=6264 O Centro de Formação Urbano Rural Irmã Araújo (CEFURIA) torna público para conhecimento dos interessados que realizará a Cotação de Preços nº 106/2020, tipo menor preço, com o objetivo de Aquisição de Veículo Urbano de Carga (VUC), como parte da execução do Projeto Rede Estadual de Economia Solidária Fortalecendo Campo-Cidade, Termo de Fomento nº 857556/2017.

As participantes da Cotação de Preços deverão atender às condições deste Termo de Referência e seus anexos, e enviar eletronicamente ao e-mail cefuria.cotacao@gmail.com

>> Clique aqui para acessar o documento.

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Rede Mandala participa da XVI Campanha Anual de Promoção do Produto Orgânico http://www.cefuria.org.br/2020/06/10/rede-mandala-participa-da-xvi-campanha-anual-de-promocao-do-produto-organico/ http://www.cefuria.org.br/2020/06/10/rede-mandala-participa-da-xvi-campanha-anual-de-promocao-do-produto-organico/#respond Wed, 10 Jun 2020 18:39:06 +0000 http://www.cefuria.org.br/?p=6260 A coordenadora técnica do Projeto Rede Mandala, Maria Teresinha Ritzmann, esteve em uma mesa da programação virtual da XVI Campanha Anual de Promoção do Produto Orgânico, nesta terça (9).

Transmitido ao vivo no canal de Youtube do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o seminário virtual aconteceu no segundo dia da programação e teve como tema o Programa Nacional de Alimentação Escolar e a priorização à produção de base agroecológica e orgânica.

Em sua fala, Maria Teresinha contou em detalhes a construção de políticas em âmbito estadual. No Paraná, são consumidas anualmente 22 mil toneladas de alimentos nas escolas.  Em 2019, cerca de 50% desse total foram adquiridas da agricultura familiar. O estado investiu na alimentação escolar cerca de R$ 26 milhões de reais.  Cerca de 43% desses recursos foram investidos na agricultura familiar.  Aproximadamente 17 mil famílias e 175 cooperativas e associações paranaenses estão inseridas no programa.

Para avançar no processo de transição à agroecologia e  atingir 100% da alimentação orgânica, Maria Teresinha destacou como desafio o fortalecimento das cooperativas da agricultura familiar e da reforma agrária, tanto em termos de gestão, como no acompanhamento técnico.  Atualmente, o Paraná possui 305 mil propriedades rurais. Dessas, 229 mil são propriedades de agricultura familiar. Cerca de 57 mil famílias paranaenses estão inseridas em associações da agricultura familiar e da reforma agrária.

Na avaliação da coordenadora, pautar uma alimentação escolar 100% orgânica é discutir também a preservação de bens imateriais dos povos, como a cultura.  “É preciso dialogar sobre a importância da alimentação saudável, do alimento orgânico. Para o desenvolvimento físico e intelectual dos alunos, mas também no resgate da cultura local, dos hábitos da comunidade, da valorização do que é produzido na comunidade”, destacou.

Como efeito e impactos dessas políticas de incentivo à agricultura familiar e à alimentação escolar orgânica, ela enfatizou a proteção do meio ambiente e das trabalhadoras e dos trabalhadores do campo.

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Mapa virtual mostra populações vulneráveis e solidariedade em Curitiba http://www.cefuria.org.br/2020/05/19/mapa-virtual-mostra-populacoes-vulneraveis-e-solidariedade-em-curitiba/ http://www.cefuria.org.br/2020/05/19/mapa-virtual-mostra-populacoes-vulneraveis-e-solidariedade-em-curitiba/#respond Tue, 19 May 2020 18:14:47 +0000 http://www.cefuria.org.br/?p=6253

Publicado originalmente no Brasil de Fato Paraná

Por Lia Bianchini

A partir de sugestão de movimentos populares, surgiu a ideia de criar uma plataforma que relacionasse as populações vulneráveis e as ações de solidariedade que estão sendo feitas durante a atual pandemia. A ideia tomou forma com apoio de um núcleo de extensão da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), e assim nasceu o Mapa da Solidariedade.

“O mapa, hoje, mostra pra gente que a periferia de Curitiba e Região Metropolitana é grande e está em áreas que já tinham vulnerabilidades. Agora, essas são as comunidades mais vulneráveis porque falta estrutura”, diz Vanda de Assis, assistente social e membro do Centro de Formação Urbano Rural Irmã Araújo (Cefuria), uma das entidades participantes.

O Mapa da Solidariedade, feito por estudantes e professores do curso de Arquitetura e Urbanismo da UTFPR, integra a plataforma virtual Paraná Contra a Covid-19, tocada por entidades da sociedade civil. Além do Mapa, a plataforma reúne conteúdo técnico, como
painel dos casos e mapa de setores de risco.

Simone Polli, professora da graduação em Arquitetura e Urbanismo e do programa de mestrado e doutorado em Planejamento e Governança Pública da UTFPR, coordena a ação de extensão universitária que elaborou o Mapa. Para ela, a iniciativa reforça a importância da universidade pública neste período. “A universidade não para. Nós temos muitos projetos de extensão a serviço da sociedade, principalmente das pessoas mais vulneráveis. Com o mapa temos uma visão do conjunto das necessidades, mostrando, além da solidariedade, a necessidade de políticas públicas para enfrentar esse problema”, afirma.

Atualmente, o mapa reúne mais de 100 ações de solidariedade. A plataforma é colaborativa e tem atualização permanente, as entidades podem entrar em contato e se cadastrar. Ao acessar, há informações sobre a entidade que está realizando, qual é o objetivo, o público- alvo, como ajudar e indicações de contato.

Pressionar o poder público

Os movimentos populares estão em campanha constante de arrecadação e entrega de doações às populações mais vulneráveis em Curitiba e na Região Metropolitana desde o início da pandemia de coronavírus. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), por exemplo, doou mais de 90 toneladas de alimentos em todo o Paraná. Desde o final de abril, o MST também se somou à campanha do Movimento Nacional da População de Rua (MNPR) e do projeto Mãos Invisíveis para produção de marmitas para a população em situação de rua.

O Cefuria tem atuado principalmente com trabalhadores da reciclagem. A entidade está em campanha de arrecadação e já contribuiu com a entrega de mais de 600 cestas básicas. A campanha 1 milhão de 1 real, iniciada no começo de abril, já doou 470 cestas básicas, sendo 170 de produtos agroecológicos. Neste primeiro mês, a campanha já arrecadou R$ 32 mil, que estão sendo transformados em alimentos e produtos de higiene.


Membros do MST distribuem quentinhas no centro de Curitiba durante a pandemia de Covid-19 / Giorgia Prates

Atuando nas campanhas do Cefuria desde o início da pandemia, Vanda de Assis conta que a dificuldade de muitas famílias é constante. “Em todas as comunidades que a gente foi, a demanda era real. Não era só questão de uma cesta básica, é mais. Quando chega uma cesta básica, já faltou o gás.  Quando chega o gás, já faltou o leite, é uma necessidade grande”, diz.

Segundo pesquisa da urbanista Madianita Silva, na metrópole de Curitiba, no final da década de 2010, existiam 984 assentamentos e 98.444 domicílios em espaços informais de moradia, sendo 72% desses espaços formados por favelas.

Na análise de Vanda, é preciso que as prefeituras cumpram seu papel e garantam os direitos básicos dessas milhares de pessoas. Para ela, as campanhas dos movimentos populares servem também para tornar visíveis as demandas que o poder público tem ignorado. “Agora é hora de unir essa experiência nossa [dos movimentos populares] de conhecer a demanda da população com a pressão e a exigência para que os governos cumpram programas que atendam a demanda gerada a partir da pandemia”, afirma.

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Fotografia da resistência: mapa virtual reúne iniciativas solidárias e comunidades vulneráveis de Curitiba http://www.cefuria.org.br/2020/05/15/fotografia-da-resistencia-mapa-virtual-reune-iniciativas-solidarias-e-comunidades-vulneraveis-de-curitiba/ http://www.cefuria.org.br/2020/05/15/fotografia-da-resistencia-mapa-virtual-reune-iniciativas-solidarias-e-comunidades-vulneraveis-de-curitiba/#respond Fri, 15 May 2020 12:16:28 +0000 http://www.cefuria.org.br/?p=6248 Levantamento feito por universidade e organizações sociais evidencia a ação solidária e menos visível que emerge da periferia.

Incidência da Covid-19 tem se manifestando de forma mais intensa nas áreas periféricas. Foto: Plural

Com alta densidade populacional, casas muito próximas, falta de saneamento e de oferta de água regularizada e sem acesso a grande parte dos serviços públicos, as áreas urbanas periféricas apresentam maior vulnerabilidade ao contágio pela Covid-19. Os mapeamentos feitos por pesquisadores e observatórios e a manifestação da pandemia mostram maior letalidade da doença nas periferias do que em áreas centrais.

Dados do grupo Paraná contra a Covid-19 mostram, por exemplo, que, ao passo que Curitiba registra 5 óbitos para cada 100 infectados com o vírus, Campina Grande do Sul, município da Região Metropolitana com maior taxa de ocupações irregulares, registra 17 óbitos para cada 100 casos de pessoas infectadas pelo vírus.

A relação entre a incidência de casos nas àreas periféricas e o desenvolvimento de ações de assistência social como medida de contenção à pandemia ainda não é, no entanto, observada pelo poder público. “A gente não encontrou algum trabalho da Prefeitura [de Curitiba] e Região Metropolitiana que relacionasse as realidades de territórios vulneráveis com as ações de apoio às famílias. Não há ainda um trabalho em diagnosticar espaços mais vulneráveis e fazer as doações proporcionais às necessidades das pessoas”, destaca a professora do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Simone Polli.

 “O que temos visto são dados de saúde e não dados socioassistenciais. A Covid-19 vai além do caso da saúde, tem implicações na questão da moradia, saneamento, trabalho, economia, etc. Não temos visto um mapeamento mais amplo para entender as vulnerabilidades sociais de quem demanda ações de proteção à pandemia”, complementa Simone.

Facilitar a conexão entre as áreas mais vulneráveis e a abrangência territorial das ações solidárias foi o ponto de partida para iniciar o mapeamento de iniciativas de solidariedade e comunidades em Curitiba e municípios da região Metropolitana, como Colombo, Almirante Tamandaré e Araucária. O trabalho foi realizado pelo projeto de extensão da UTFPR “Mapa da Solidariedade”, coordenado por Simone e integrado por estudantes, conjuntamente com o Centro de Formação Urbano Rural Irmã Araújo (Cefuria), Observatório das Metrópoles – Curitiba e apoio da Terra de Direitos.

A partir de contato com lideranças comunitárias, levantamento de iniciativas da rede socioassistencial e dados públicos, o mapeamento oferta não apenas uma fotografia das comunidades vulneráveis e das iniciativas solidárias durante a pandemia, como também possibilita a conexão entre quem doa e quem demanda doação.

Além da ameaça pelo coronavírus, outro agravante que se coloca com força nas comunidades neste momento é a diminuição da renda familiar. Com a quarentena, as famílias viram suas rendas advindas do trabalho informal diminuírem sensivelmente. São trabalhadoras domésticas, pedreiros, cabeleireiras, catadores de materiais recicláveis e de outros ofícios, que saem logo cedo para trazer à noite o provimento para aquele dia. Neste período as e os trabalhadores foram dispensados ou tiveram uma forte diminuição do volume de trabalho. Desassistidos pelo Estado, cujas políticas tem sido insuficientes e burocratizadas, tem sido as iniciativas solidárias que garantem alimentos, água e produtos de higiene para as comunidades, entre outros provimentos.

Para as famílias, a quem o auxílio emergencial do governo não chegará ou virá posterior ao atendimento das necessidades mais básicas, como alimentação, o estreitamento da distância entre as comunidades e as iniciativas solidárias promovido pelo mapeamento é um alento. Para Simone, a iniciativa é uma evidência de que a universidade pública cumpre sua função em disponibilizar conhecimento para atendimento das necessidades concretas. “A universidade tem muito a contribuir neste tempo de pandemia e não deve estar descolada da sociedade, cumprindo sua função social”, destaca.

Questões estruturais 
Com 984 espaços informais de moradia, entre favelas, loteamentos clandestinos e irregulares, em 11 dos 14 municípios que compoem a metrópole de Curitiba, de acordo com dados levantados pela professora da UFPR, Madianita Silva, nos planos locais de habitação destes municípios, a falta de moradia adequada mostra-se como forte porta de entrada de vulnerabilidades à pandemia para as comunidades. Os moradores de ocupações irregulares, conhecidas como favelas, sofrem com a pequena metragem da habitação para a quantidade de moradores, o acesso não regularizado aos serviços essenciais como água, saneamento, energia elétrica, e com precariedade na construção.

Outro aspecto relevante, e que traz ainda maiores dificuldades neste momento de pandemia, é a dificuldade de acesso a infra-estrutura urbana, pois essas áreas geralmente são negligenciadas pelo Poder Público quanto à construção de ruas e calçadas, áreas públicas de saúde, educação e lazer, bem como acesso ao transporte público em quantidade suficiente para a demanda dessas áreas mais adensadas.

Em Curitiba, quase 20% da população do município vive em assentamentos sem regularização fundiária. Boa parte destes assentamentos se localizam na região sul e extremo sul da cidade que apresentam péssimos índices relativos às condições habitacionais urbanas; atendimento de serviços coletivos urbanos e infraestrutura urbana”, destaca o pesquisador do Observatório das Metrópoles Núcleo Curitiba e pós-doutorando em Sociologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Marcelo de Souza. “Nossa pesquisa, por exemplo, identificou ocupações ao sul da cidade que estão há 14 km do terminal de ônibus mais próximo”, relata ele.

“A paralisação pelo Poder Público de políticas de produção de moradia popular em áreas com acesso a infra-estrutura e também de políticas de regularização fundiária que incluam projeto de urbanização da área ocupada, faz com que muitas famílias estejam numa situação de precariedade habitacional grave, tornando-as mais vulneráveis em situações de crise de saúde e socioeconômica como a atual. E embora estas áreas sejam mais vulneráveis, elas não têm recebido correspondentes ações de assistência social pelo poder público”, aponta a assessora jurídica da Terra de Direitos, Daisy Ribeiro. Em razão disso, as organizações propõem um plano emergencial de assistência social para Curitiba.

Um impacto direto da desigualdade socioespacial diz respeito ao acesso às unidades de saúde para atendimento aos casos mais graves da Covid-19 na população. A mobilidade urbana e o acesso ao sistema público de saúde, como aponta recente pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), possuem outra configuração para comunidades periféricas. “A disponibilidade de leitos de UTI [Unidade de terapia intensiva] e respiradores para atender a pacientes em estado grave com suspeita de Covid-19 tende a ser consideravelmente menor nas periferias dessas cidades. E, nesse sentido, a relação entre a distância entre estes bairros periféricos e os estabelecimentos com capacidade para atender os casos mais graves de Covid-19, agravada pela baixa taxa de mobilidade urbana, ocasionada pelo baixo número de ônibus disponíveis, é mais um indicativo da seletividade social das medidas adotadas pelo Estado”, destaca Marcelo.

Mapa revela que maior parte das inciativas solidárias partem das comunidades.

Revelações do mapeamento
O mapeamento revela muito sobre o direito à moradia adequada a uma capital que é anunciada pelo poder público como “cidade modelo”. Se a precarização habitacional – que é condição de aumento de exposição ao coronavírus – está mais concentrada na região sul de Curitiba, é de lá, como estratégia de sobrevivência, que está a maior parte das iniciativas de solidariedade mapeadas. Cerca de 76% das ações, como coleta de alimentos, produtos de higiene e outras atividades solidárias partem de organizações, associações de moradores ou grupos espontâneos criados no contexto no pandemia localizados e atuantes em territórios vulneráveis, majoritariamente nesta porção da cidade.

Não tão visíveis quanto a ação solidária de organizações mais conhecidas e estruturadas, as iniciativas menores de apoio nas periferias possuem um importante elo com as necessidades das famílias. São as iniciativas geridas pela comunidade que melhor conhecem as realidades locais. Nesse contexto, estão o trabalho de grupos de mães, a parceria entre uma associação comunitária e um mercado local fornecedor de alimentos, por exemplo.  “O mapa serve também para levantar estas iniciativas da periferia que são invisíveis até para quem quer oferecer ajuda solidária”, relata a integrante do Centro de Formação Urbano Rural Irmã Araújo (Cefuria), Vanda de Assis.

A alta porcentagem de iniciativas desenvolvidas nas comunidades também se contrapõe à narrativa que atribui à periferia uma baixa organização comunitária e postura passiva diante da pandemia, à espera da ajuda externa. “O dado é uma demonstração de que a organização coletiva popular é o que constrói solidariedade e garante sobrevivência. Dizer que as comunidades não tem se movimentado para resistir à pandemia é desconhecimento. As comunidades se manifestam a seu modo”, destaca Vanda. Ela relata que foram as lideranças comunitárias contatadas pelas organizações e Universidade que relataram a maior parte da existência das iniciativas solidárias.

Preenchimento colaborativo
Mapa da Solidariedade também está hospedado na plataforma Paraná contra a Covid-19, uma iniciativa de profissionais e estudantes de reunião de informações de análise e enfrentamento da pandemia no estado.

Por meio da plataforma, qualquer cidadão pode colaborar com envio de informações de mais iniciativas de solidariedade e comunidades vulneráveis. Como o mapeamento é colaborativo, os realizadores da Plataforma e do Mapa de Solidariedade ressalvam que não tem controle sobre as iniciativas cadastradas e o encaminhamento das doações, não podendo se responsabilizar pelas entidades ali elencadas. A sugestão é que pessoas interessadas em doar contatem diretamente as iniciativas e possam assim obter mais informações.

Fonte: Terra de Direitos

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Rede Mandala inicia curso de comunicação a distância http://www.cefuria.org.br/2020/05/14/rede-mandala-inicia-curso-de-comunicacao-a-distancia/ http://www.cefuria.org.br/2020/05/14/rede-mandala-inicia-curso-de-comunicacao-a-distancia/#respond Thu, 14 May 2020 17:47:22 +0000 http://www.cefuria.org.br/?p=6243

Começou nesta segunda (11), o Curso de Extensão Universitária: Comunicação Popular para Empreendimentos Econômicos Solidários, em plataforma online. Organizado pelo Cefuria, em parceria com a Tecsol – Incubadora de Economia Solidária da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), o curso é voltado para trabalhadoras e trabalhadores membros da Rede Mandala e parceiros.

A ideia de um curso de comunicação para empreendimentos econômicos solidários vinha sendo gestada pela Rede Mandala desde 2019. Com a chegada da pandemia de coronavírus, o curso foi inteiramente reformulado para ser feito a distância e atender às demandas dos empreendimentos no atual contexto de crise. As aulas são semanais, em plataforma online, ao vivo. Ao longo de 20 semanas, serão discutidos temas que envolvem produção de conteúdo para redes sociais, técnicas de texto, fotografia, vídeo e design, experiências de comercialização online e elaboração de plano de comunicação.

O curso faz parte da execução do projeto “Rede Estadual de Economia Solidária Fortalecendo Campo-Cidade”. Estiveram conectados na primeira aula, junto à turma, Dimas Gonçalves, da Agência de Desenvolvimento Solidário (ADS), e Renato Nascimento, gestor do convênio no qual o projeto é contemplado. Em saudação à turma, Nascimento parabenizou o Cefuria “pela iniciativa pioneira” de fazer um curso de comunicação a distância para empreendimentos da Economia Solidária.

No total, a turma de educandas e educandos é composta por 63 pessoas, distribuídas em idades entre 18 e 65 anos, de diferentes cidades: Curitiba, Agudos do Sul, Loanda, Araucária, Colombo, Lapa, Palmeira, Piraquara, São José dos Pinhais, São João do Triunfo, Almirante Tamandaré (todas no Paraná) e a paulista Birigui. Das 63 pessoas, 50 são mulheres.

Todas as redes de empreendimentos que constroem a Rede Mandala têm membros participando do curso: Copasol, Feira Permanente de Economia Solidária, Núcleo Maria Rosa da Anunciação, Rede de Padarias Comunitárias Fermento na Massa, Rede Pinhão dos Clubes de Troca, Rede de Segurança Alimentar e Rede Utopia. Além de redes parceiras, como a Libersol, Associação Vida para Todos e a Tecsol.

 

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Compra de alimentos da merenda escolar fora do período de aulas garante renda de pequenos agricultores http://www.cefuria.org.br/2020/04/27/compra-de-alimentos-da-merenda-escolar-fora-do-periodo-de-aulas-garante-renda-de-pequenos-agricultores/ http://www.cefuria.org.br/2020/04/27/compra-de-alimentos-da-merenda-escolar-fora-do-periodo-de-aulas-garante-renda-de-pequenos-agricultores/#respond Mon, 27 Apr 2020 16:45:12 +0000 http://www.cefuria.org.br/?p=6231 Aline Estércio, da Copasol de Agudos do Sul (EES membro da Rede Mandala)/Reprodução Globo Rural

Veiculado originalmente no Globo Rural

O governo federal permitiu recentemente a continuação das compras de alimentos da agricultura familiar para as merendas escolares. O Programa Nacional de Alimentação (PNAE) é importante fonte de renda da atividade.

No Paraná, um projeto semelhante do governo estadual vem ajudando mais de 23 mil pequenos agricultores.

As duas medidas ajudam a manter a atividade em dia e ajudam os produtores a conseguirem honrar seus compromissos.

Dentre os pequenos agricultores mostrados pela reportagem, estão os cooperados da Copasol de Agudos do Sul, membro da Rede Mandala! Assista à reportagem completa.

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Com termo de fomento, Associação de Catadores Reciclar e Limpar tem garantido custeio para atividades http://www.cefuria.org.br/2020/04/24/com-termo-de-fomento-associacao-de-catadores-reciclar-e-limpar-tem-garantido-custeio-para-atividades/ http://www.cefuria.org.br/2020/04/24/com-termo-de-fomento-associacao-de-catadores-reciclar-e-limpar-tem-garantido-custeio-para-atividades/#respond Fri, 24 Apr 2020 18:11:34 +0000 http://www.cefuria.org.br/?p=6226

Após uma longa articulação, a Associação de Catadores Reciclar e Limpar, de Almirante Tamandaré, conseguiu efetivar parceria com a prefeitura para cobrir despesas básicas do barracão onde realiza suas atividades.  Toda a articulação realizada pela Associação até efetivar a parceria contou com apoio do Centro de Formação Urbano Rural Irmã Araújo (CEFURIA) e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

No último dia 14, o município de Almirante Tamandaré, representado pelo secretário de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente, Nereu Osni Colodel, assinou termo de colaboração com a Associação de Catadores Reciclar e Limpar, representada pela sua presidente Rosana Vieira de Souza.

O termo tem o tempo determinado de 12 meses e institui o repasse de R$3 mil mensais à Associação de Catadores Reciclar e Limpar, totalizando R$36 mil ao ano. O valor irá custear despesas básicas do barracão onde os catadores realizam seus trabalhos, como água, luz, aluguel, manutenção de equipamento utilizados para reciclagem, além de cestas básicas para esses trabalhadores.

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Economia Solidária: uma economia a serviço da vida http://www.cefuria.org.br/2020/04/23/economia-solidaria-uma-economia-a-servico-da-vida/ http://www.cefuria.org.br/2020/04/23/economia-solidaria-uma-economia-a-servico-da-vida/#respond Thu, 23 Apr 2020 21:32:23 +0000 http://www.cefuria.org.br/?p=6219 Foto: arquivo CEFURIA

Texto de Gisele Carneiro

A atual pandemia é uma tragédia inesperada que se abateu no mundo globalizado. Tem a marca do medo e da morte. Também revela solidariedade que brota de onde menos se espera.

A crise atual traz revelações importantes, põe às claras o que estava escondido ou era muito difícil de se explicar. Por exemplo: o desespero dos ricos chamando os pobres para voltarem ao trabalho por si só explica que é o trabalho humano que faz a economia girar. O trabalho humano é o gerador de riqueza, e não o dono da fábrica, ou o dono do dinheiro, ou o dono da terra.

Quando dizem que é preciso escolher quem vai viver e quem vai morrer, e que é preciso sacrificar vidas para salvar a economia, isso por si só já explica o que nós, do CEFURIA, levávamos meses para demonstrar: que a economia vigente produz destruição e morte, e a proposta é que haja uma economia da VIDA. Eis o sentido da Economia Solidária.

Desde o ano de 2004, o CEFURIA promove o curso “História Social do Trabalho”, a chamada Escolinha de economia solidária. Ali, afirmávamos que a economia precisa estar a serviço da vida. Mas como assim?? Questionavam as pessoas participantes: economia e solidariedade não combinam!

E devagarinho, na sequência das cinco etapas do curso, íamos erguendo os fundamentos e as estruturas da construção chamada “economia solidária”. O conhecimento é como uma casa, e fazíamos essa analogia! A casa precisa ser construída com alicerces fortes, que não ficam tão visíveis. Depois é que se constrói as paredes, as portas, as janelas e finalmente o telhado e os acabamentos.

Na construção do conhecimento, descobríamos que o trabalho é mais importante do que o capital, porque é o trabalho humano e não o dono da fábrica que produz riqueza. Vimos que tudo o que existe é resultado de séculos de trabalho acumulado e precisa ser repartido.

Descobríamos que a economia capitalista é uma economia de morte, porque oprime a natureza, oprime o ser humano, deixa sofrer e deixa morrer pessoas porque não assegura condições dignas de vida, enquanto há riqueza concentrada nas mãos de poucos.

Na última etapa da escolinha, era construída a pirâmide capitalista e ali localizávamos onde estavam aqueles que o assessor dizia serem os “matáveis” no sistema, ou seja: aquelas pessoas escolhidas para deixar morrer. Havia quem pensasse ser exagero dizer assim. Hoje vemos que não é exagero, não. Na atual crise gerada pela pandemia, “matáveis” são os que o sistema capitalista considera “sobrantes”: pessoas pobres, que vão morrer sem assistência, em especial as idosas. Isso é dito claramente!

Economia solidária deixa de ser algo distante e se revela hoje essencial e urgente. Economia a serviço da vida, sim! Não é simplesmente uma alternativa a quem está desempregado. É um paradigma de vida. Significa cuidado, inclusão, optar sempre pela vida, repartir riqueza, valorizar o trabalho, valorizar as pessoas porque todas são importantes e necessárias.

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Ratinho Jr. altera decreto de alimentação escolar orgânica e desconsidera proposta da sociedade civil http://www.cefuria.org.br/2020/04/03/ratinho-jr-altera-decreto-de-alimentacao-escolar-organica-e-desconsidera-proposta-da-sociedade-civil/ http://www.cefuria.org.br/2020/04/03/ratinho-jr-altera-decreto-de-alimentacao-escolar-organica-e-desconsidera-proposta-da-sociedade-civil/#respond Fri, 03 Apr 2020 18:17:50 +0000 http://www.cefuria.org.br/?p=6202 Foto: Arnaldo Alves/AEN

Publicado originalmente no site da Terra de Direitos

Uma carta elaborada por 22 organizações da sociedade civil e enviada ao governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), neste dia 2 de abril, denuncia que o governador alterou as regras para implantação de uma política de aquisição de alimentos orgânicos para a merenda de todas as escolas da rede pública do estado.

O que era para ser uma conquista fruto do trabalho de organizações da sociedade civil que ajudaram a elaborar uma proposta de fornecimento de alimentação saudável se tornou, na verdade, uma grande preocupação: isso porque o Decreto nº 4.211/2020, publicado em diário oficial no dia 6 de março, é diferente da minuta assinada pelo governador em setembro do ano passado, e que foi amplamente divulga pelo governo como uma avanço e incentivo para a agricultura familiar.

O novo decreto suprime ou modifica pontos centrais da proposta elaborada pelo Grupo de Trabalho Intersetorial Estadual (GTI-E), criado em 2018 e composto por representantes de 34 instituições públicas e de entidades da sociedade civil para ajudar na proposição de fornecimento de alimentos orgânicos para a rede de ensino pública do Paraná.

A proposta elaborada pelo GT e assinada pelo governador no ano passado previa que todas as mais de duas mil escolas da rede tivessem alimentação escolar 100% orgânica até 2030. Agora, não há metas ou prazos no texto do decreto. A pouca quantidade de alimentos agroecológicos na atual alimentação escolar – no ano passado apenas 5% da merenda do estado era orgânica – mostra que, sem um prazo definido, é possível que um longo caminho seja percorrido até que todas as escolas do estado tenham uma alimentação saudável.

A carta assinada pelas organizações destaca os prejuízos trazidos pelas  mudanças no decreto publicado em diário oficial. No documento, as organizações destacam que a nova proposta de aquisição de alimentos feita pelo governo deixa de dar ênfase à preferência de produtos oriundos da agricultura familiar ou produzidos por beneficiários da reforma agrária, indígenas e povos tradicionais. Além disso, o decreto 4.211/2020 também reduz alguns dos incentivos propostos para a aquisição de alimentos agroecológicos e retira a participação da sociedade civil no Comitê Gestor do Plano de Introdução Progressiva de Produtos Orgânicos na Alimentação Escolar do Estado do Paraná.

“Como é possível assinar e propagandear um instrumento e publicar no diário oficial outra proposta? Como é possível enfraquecer a política pública para alimentação saudável das crianças nas escolas paranaenses sem qualquer meta ou indicativo?”, questionam na carta.

As organizações reivindicam que um novo decreto seja publicado, com a minuta de decreto elaborada pelo GTI-E e já assinada por Ratinho Jr.

:: Leia a posição das organizações da sociedade civil sobre o decreto 4211/2020 

 

 

 

 

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Catadores temem contágio por coronavírus e desamparo do poder público http://www.cefuria.org.br/2020/04/02/catadores-temem-contagio-por-coronavirus-e-desamparo-do-poder-publico/ http://www.cefuria.org.br/2020/04/02/catadores-temem-contagio-por-coronavirus-e-desamparo-do-poder-publico/#respond Thu, 02 Apr 2020 18:06:24 +0000 http://www.cefuria.org.br/?p=6195 Foto: Arquivo Associação Ilha

Publicado originalmente no Brasil de Fato Paraná

Por Lia Bianchini

“A gente está meio assustada com esse vírus, parece que está vivendo num mundo de guerra”. A fala é de Natalina Cândido Rodrigues, de 45 anos, catadora de materiais recicláveis da Associação de Catadores Ilha, em Almirante Tamandaré.

O “mundo de guerra” de Natalina é um lugar onde faltam os itens básicos para a manutenção da vida, como alimentos e produtos de limpeza e higiene. Desde o dia 20, o barracão da associação está fechado e as 18 pessoas que lá trabalham estão sem nenhum tipo de renda.

O material da reciclagem era vendido semanalmente, gerando de R$ 200 a R$ 300 para cada trabalhador. A atividade, no entanto, tem grande risco de contágio pelo coronavírus. No barracão, são manipulados todo tipo de material: papelão, plástico, ferro, materiais hospitalares. Pesquisas apontam que o vírus pode sobreviver nesses materiais por horas ou até dias (no plástico, por exemplo, ele sobrevive por até 3 dias).

Natalina conta que é a arrimo de família, mãe de seis filhos. Em sua casa, moram ela, um filho de 16 anos e outro de 3. Hipertensa, a catadora faz parte do grupo de risco. Dentro desse cenário de crise, teme pela própria saúde e também pela possibilidade de não conseguir colocar comida na mesa. “Minha preocupação maior é o pequeno, que só tem 3 anos, ele não tem noção. Chegou a hora de comer, ele vai querer comer. Essa é a preocupação que está me deixando de cabelo em pé”, diz.

Reivindicações

A prefeitura de Almirante Tamandaré informou que disponibiliza cestas básicas para trabalhadores da reciclagem e que está elaborando um plano de contingência para atender a demandas específicas.

Também catadora na Associação Ilha, Ariadne Ferreira avalia como importante o benefício da cesta básica, porém insuficiente. Mãe de um menino de 13 anos e casada com outro trabalhador da reciclagem, ela conta que a cesta que recebeu neste mês foi dividida com a mãe, que também está afastada do trabalho. E, além da alimentação, outras necessidades se acumulam. “A gente sente dificuldade principalmente para pagar as contas de luz, água, internet”, explica.

Coletivamente, trabalhadores da Associação Ilha reivindicam renda mínima que possibilite garantir itens como materiais de limpeza e higiene e pagar contas básicas. Além disso, pedem que a prefeitura disponibilize um local em que os materiais que serão entregues à reciclagem possam ser armazenados por, pelo menos, sete dias. Assim, os riscos de contágio diminuem e o barracão pode ser reaberto.

Ajude a Associação Ilha

O projeto de extensão da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) “Atentar-se à exclusão para contribuir com a inclusão”, em parceria com o Centro de Formação Urbano Rural Irmã Araújo (Cefuria), está organizando doações para ajudar catadores de materiais recicláveis de Almirante Tamandaré. Qualquer valor pode ser doado na conta:

Banco do Brasil

Agência: 1622-5

Conta: 8874-9

CNPJ: 76660844/0001-20

Cuidado com o que você descarta

Em outros municípios, muitos catadores de material reciclável continuam em atividade. Para diminuir os riscos de exposição desses trabalhadores ao coronavírus, você pode tomar os seguintes cuidados com o material que descarta:

  • Não colocar máscaras, luvas e lenços umedecidos no material reciclável.
  • Após o uso, reservar o material reciclável em casa de 3 a 5 dias e só depois descartar.
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